quarta-feira, 30 de maio de 2012

EDUCAÇÃO POPULAR: um projeto político e pedagógico para a transformação social


Neste texto, procuramos abordar algumas reflexões sobre o surgimento da Educação Popular no Brasil e como Paulo Freire influenciou em suas estruturas, a partir de seus pensamentos e elaborações. Freire foi decisivo para a construção de muitos elementos que agregaram uma opção política à educação, tais como: a valorização do contexto, leitura do mundo, a opção pelos oprimidos, a busca pela libertação, o reconhecimento de saberes diferentes, a dialética, a tolerância, entre outras premissas, que se fazem presente hoje nos processos políticos e pedagógicos de educadores que se identificam com a teoria de educação libertária, traduzidos em sua obra. A Educação Popular busca a democratização, o término da hegemonia, da subordinação e da dominação, neste sentido, tem por finalidade a igualdade e a justiça social, a autonomia, a emancipação e através do engajamento das camadas populares requer a luta pelos direitos, a defesa pelo comprometimento, pela dignidade e o bem-estar coletivo. Artigo redigido e apresentado em parceria com Juliana Carla Girotto no XIV Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire, na Universidade Integrada do Alto Uruguai (URI), em Erechim -RS.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Encontros e Desencontros na Docência Universitária: Da ênfase no ensino à ênfase na aprendizagem

As convulsões que abalaram o mundo nos últimos tempos não poderiam deixar de afetar também a vida na universidade. A expansão da Educação Superior ocorrida nas últimas duas décadas reascende o debate de velhos e novos desafios: o que se espera da Educação Superior nesse novo cenário? Quais os motivos que impulsionaram essa expansão? Que elementos internos e externos estão atuando nesse contexto? Como está se re-estruturando a Educação Superior para atender as novas demandas que estão surgindo? Como está sendo pensado o processo de ensino e de aprendizagem do grande contingente de alunos que chegam à Educação Superior? A proposta do artigo tem por escopo analisar os “encontros” e “desencontros” que emergem na docência universitária à luz das pesquisas que tem problematizado as práticas educativas nas instituições de ensino. Com o propósito de delimitar o tema de investigação, os autores optaram em analisar a docência universitária a partir de dois paradigmas: o paradigma que dá ênfase no ensino e o paradigma que dá ênfase na aprendizagem. Os autores defendem a posição de que toda e qualquer prática docente tem por trás um paradigma que precisa ser explicitado, analisado e discutido para que o processo educativo seja um ato consciente e possa sofrer intervenções que promova sua melhoria. A não identificação do paradigma que orienta a prática docente pode resultar na ativação de atitudes alienantes que transforma a docência numa ação mecânica e instrumental. Artigo apresentado em parceria com o Professor Dr. Altair Alberto Fávero no VII Congresso Internacional de Educação - Profissão Docente: há futuro para esse ofício? UNISINOS - São Leopoldo/RS

sábado, 21 de maio de 2011

Experiência Formativa e Políticas Públicas de Formação Continuada na Sociedade Plural

Este artigo aborda a temática Políticas Públicas referentes à experiência formativa continuada, compreendendo que há tempo deixou de existir o conceito unilateral de ‘formação como prontidão’, mas que a formação deve ocorrer como um processo continuado, um exercício reflexivo, uma experiência constante, num movimento de interação entre as bases conceituais epistemológicas e a práxis educativa. Neste sentido, vai ao encontro com a apresentação deste seminário, ao considerar que “experiências formativas dependem em boa proporção da capacidade do sujeito referir a si mesmo como tal e da viabilização das condições intersubjetivas para que a auto-realização e a integridade pessoal sejam asseguradas”.  Através do aprofundamento deste tema, pensamos que existem particularidades nas experiências subjetivas de formação, como também, cada sujeito inserido nesta sociedade plural: social, econômica, cultural e política disforme, permeada por problemáticas diversas estará imbricado em desafios, vivências, lacunas, ausências e práticas heterogêneas. Conforme estes preceitos este artigo estruturalmente é composto por: introdução com uma contextualização da realidade, oportunizando um mapeamento de algumas questões atuais. Já no primeiro tópico abordando as inquietações e dilemas da formação continuada, relembrando da amplitude de saberes e paradigmas que se confrontam ou comungam na área educativa. Durante o segundo tópico, descreve-se sobre as políticas públicas da educação continuada, estabelecendo um paralelo com o que está anunciado e a realidade. Por fim, no terceiro tópico são discutidas algumas possibilidades e características necessárias para haver uma formação continuada de qualidade. E, posteriormente há a conclusão, alinhavando algumas considerações finais sobre este assunto. Artigo apresentado como Comunicação e presente nos Anais do seguinte evento: IV Seminário Interncional sobre Filosofia e Educação: racionalidade, reconhecimento e experiência formativa.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Um Diálogo sobre a Formação de Educadores, na era Pós-Moderna e a influência das Tecnologias

Este artigo foi elaborado juntamente com a colega Gláucia Santin Strapasson e tem por objetivo refletir sobre o processo de construção da Formação Docente, responsáveis pela mediação do processo educativo, neste cenário pós-moderno, fortemente influenciado pelas mídias digitais. Para compreender melhor a articulação deste artigo, reportamos que o mesmo inicia-se esclarecendo em linhas gerais a nova identidade que está sendo configurada que vem sendo denominada como sociedades complexas, ou identificada como pós-modernidade. Dando continuidade no seu segundo capítulo, discutimos o panorama de construção do processo de ensino e aprendizagem, através da abordagem sobre a formação da docência. Em sequência, no terceiro capítulo focaremos esta educação atual, na qual nos deparamos com o descortinar das tecnologias de informação e comunicação como recursos com grande potencial de mudança para o contexto educacional. Tal reconhecimento é pautado pela enorme quantidade de informações produzidas e disponibilizadas e pela infinidade de espaços de comunicação e interação existentes na rede mundial de computadores, elementos fundamentais ao processo de aprendizagem, permitindo a ampliação do acesso e da flexibilidade. Dessa forma, neste trabalho vamos tentando caracterizar a configuração deste novo espaço em que ocorre a educação, dialogando sobre os processos educativos, a tecnologia e a pós-modernidade. Apresentado no II Simpósio Diálogos da Contemporaneidade no Centro Universitário do Vale do Taquari (UNIVATES) em Lajeado/RS

O Enfrentamento das Políticas Afirmativas e a Inclusão Cultural

Este trabalho tem por objetivo dialogar sobre o tecimento das Políticas reparatórias, afirmativas, no ingresso ao ensino superior como uma oportunidade de acesso à cultura. Reconhecendo nessa confluência os interesses entre a formação privilegiada que tem a elite e o confronto de qualidade questionável, disponibilizado às pessoas das camadas populares. Assim, inicio este trabalho identificando como podemos conceituar o tema cultura, nesta sociedade complexa, com uma riqueza em sua diversidade, em alguns casos havendo, respeito, em outros tolerância e em outros a exclusão social. Dando continuidade, no segundo item, reporto um diálogo sobre as Políticas afirmativas, sua proposta de acesso, flexibilização e os casos de permanência, como uma ferramenta de ascensão social e econômica às pessoas desprovidas deste direito da educação como bem público. Como dimensões conclusivas, pautuo sobre a necessidade de garantir direitos sociais e a importância do engajamento em projetos de movimentos populares, focados na democratização social. Portanto, este artigo tem a pretensão de refletir sobre os tempos líquidos e espaços fluidos, buscando compreender a realidade brasileira e as políticas que ancoram o contexto educacional, reconhecendo o não cumprimento da igualdade e a imprescindível necessidade de identificarmos estas situações desafiadoras e potencializarmos algumas possibilidades para tais questões. Apresentado no II Simpósio Diálogos na Contemporaneidade: tempos líquidos e espaços fluidos, na UNIVATES, em Lajeado/RS.

A ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Este artigo foi elaborado em concomitância com a colega Juliana Carla Girotto. O respectivo trabalho traz a concepção de alfabetização, como um processo de contínua reflexão, sobre o ato da leitura e da escrita, através de experiências sociais significativas. Aborda ainda a origem do termo letramento, como complemento à alfabetização de forma a valorizar o cotidiano social no qual o sujeito está inserido. Abordamos como fundamental a atuação comprometida do professor no reconhecimento dos saberes prévios dos sujeitos envolvidos, fundamental para atribuir significado e construir autonomia no processo de ensino-aprendizagem. O respectivo trabalho foi apresentado no IV Congresso Internacional das Linguagens - "Linguagens, Ensino e Tecnologias", na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), em Erechim/RS.

DESAFIOS E POSSIBILIDADES NA FORMAÇÃO DOCENTE

O presente artigo analisa os desafios e as possibilidades da formação da docência. Num cenário pouco otimista, permeado por problemáticas que exigem uma reformulação da função docente, não aceitando mais a concepção tradicionalmente incorporada de ser um mero transmissor de saberes, único detentor da verdade no espaço educativo. No entanto, exigindo do profissional docente a construção de uma nova identidade embasada em algumas competências, tais como o movimento dialético da práxis, estar ancorado num paradigma reflexivo, não individualmente e isolado, mas em comprometimento coletivo, no trabalho em equipe, estar consciente da necessidade de viver em formação continuada e considerar o sujeito aprendente como principal agente ativo, postura essencial para o docente constituir-se o mediador da construção do conhecimento. Apresentado na ANPED SUL 2010 - Formação, Ética e Políticas: Qual Pesquisa? Qual Educação? na Universidade Estadual de Londrina (UEL) em Londrina/PR.